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Teste da Orelhinha

por | 09/03/2018

Na 21ª semana gestacional dá-se inicio a aventura sonora do bebê. É a partir daí que, gradativamente, surge a audição do feto.

O bebê em gestação ouve a voz da mãe nas suas  características particulares de ritmo, entonação, timbre e melodia. Após o nascimento, consegue reconhecer essa voz através da sua memória auditiva intra uterina.

Qualquer perda na capacidade auditiva, mesmo que pequena, impede o bebê de alcançar seu potencial cognitivo e vocacional, podendo inclusive gerar danos emocionais e/ou comportamentais

O “Teste da Orelhinha” ou “Exame de emissões otoacústicas ” é o método mais utilizado para realizar a Triagem Auditiva Neonatal e a detecção de possíveis alterações da função auditiva.

O exame dura cerca de 5 a 10 minutos, é indolor, não é invasivo e pode ser feito com o bebê dormindo ou mamando. Para a realização do exame, é colocado um pequeno fone na parte externa do ouvido do bebê que vai transmitir os sons e captar as respostas produzidas pela parte interna da orelha.

Quanto mais cedo for detectada a deficiência auditiva, melhor o prognóstico do bebê. Atualmente existem diversas possibilidades de tratamento, com grande impacto positivo no desenvolvimento da função auditiva, da fala, do processo de aprendizado e das relações sociais.

Na Commadre realizamos o Teste da Orelhinha em nossa sede ou à domicilio, com a Fonoaudióloga Marta Carolina Todaro. Quando o parto acontece em ambiente hospitalar, o teste já é realizado no hospital, quando o nascimento ocorre em Casa de Parto ou em casa, recomendamos que o teste seja feito entre o 7º e 30º dia de vida do bebê.

Dicas para estimular a capacidade auditiva do seu bebê

Conversar com o seu bebê e ouvir música é uma forma de estimular sua audição, competências sociais e desenvolvimento cognitivo. A vontade de interagir e de comunicar levam o bebê a tentar imitar sons desde muito cedo.

  • Conte histórias, leia livros;
  • Fale de modo simples e claro;
  • Busque proporcionar experiências como passeios, tarefas domésticas em conjunto, filmes e vá comentando, considerando-o um interlocutor.
  • Olhe nos olhos quando fala com o bebê;
  • Imite e o incentive a identificar os sons de animais, sirenes, campainhas, toques de telefone, da água, do vento (…).
  • Descreva o que a criança está fazendo (tocar, bater, raspar) e expressando ( alegria, tristeza, zangado).
  • Elogie a comunicação da criança.

Marta Carolina Todaro é Fonoaudióloga (CRFa: 10697)

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