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Como fica o pré-natal em tempos de pandemia

por | 08/04/2020

Já ouvimos algumas notícias de profissionais que tem abandonado o pré-natal devido ao Covid-19 ou que tem recomendado às gestantes que façam uma cesárea para antecipar o nascimento e não coincidir com o período em que teremos o maior número de casos no País. Lembramos que não existe alta de pré-natal: o pré-natal só termina quando o bebê nasce, o Obstetra não pode interromper o acompanhamento sem indicar um outro profissional para dar seguimento.

Lembramos que esse texto tem a intenção de informar as famílias com base nos estudos que foram feitos até o momento. Como sabemos, estamos lidando com algo novo e estamos aprendendo a todo tempo.

Pelos dados que temos até o momento, as gestantes não são grupo de risco mas sabemos que a gestação baixa a nossa imunidade então é preciso tomar os cuidados necessários e evitar exposição à qualquer doenças, entre elas o Covid-19. Todos os nossos sistemas durante a gestação trabalham no limite e, além disso, as mulheres que gestam tem o uso de alguns medicamentos de forma limitado, por isso a prevenção se faz necessária.

 

Pré-natal

Muitas gestantes, e infelizmente alguns profissionais da saúde, acham que pré-natal se resume à ultrassom. O fato é que o ultrassom dá uma falsa sensação de que está tudo bem com o bebê mas a verdade é que algumas questões só podem ser observadas por meio de exame clínico realizado em consultório.

O exame clínico consiste em avaliar a gestante pessoalmente por meio da palpação da barriga, que permite ao profissional (Enfermeira Obstetra, Obstetriz ou Obstetra) saber a posição em que o bebê se encontra e se o seu crescimento está adequado à idade gestacional, além de verificar a pressão arterial, peso, presença de edema ( inchaço) e averiguar outras queixas que possam surgir. Dentro da rotina de pré-natal são realizados ainda os exames laboratoriais ( sangue, urina) e os ultrassons (que devem seguir a periodicidade que o Ministério da Saúde recomenda)

Além disso, o pré-natal é o momento de esclarecer dúvidas, falar das questões emocionais, dos medos, da história pessoal de cada membro da família e de planejar o parto.

Tendo isso em vista, lembramos que o pré-natal não pode parar: os exames precisam continuar sendo feitos normalmente e a gestação acompanhada de perto. Segundo o Ministério da Saúde, até as 30 semanas o acompanhamento das gestantes de risco habitual deve ser mensal. A partir de 31 semanas as consultas passam a ser quinzenais e, após as 37, semanal. Após as 40 semanas, é necessário um encontro a cada dois dois ou três dias.

 

O pré-natal pode ser online?

As consultas onlines são possíveis mas vale lembrar que o exame físico é muito importante para a avaliação geral da saúde da mulher e do bebê. Por isso, é possível que o Obstetra ou a equipe combine com a família de fazer uma parte da consulta online, para evitar que a gestante fique muito tempo fora de casa, mas o encontro é sempre necessário.

 

Recomendações importantes

– Antes de ir à consulta, ligue para a clínica e pergunte à sua Obstetra se estão fazendo um maior espaçamento de horários entre as consultas para evitar um grande número de pessoas na recepção.

– Não deixar de fazer os exames, sempre tomando todos os cuidados e as recomendações necessárias. Se possível, busque um laboratório com menos movimento, evite as mega unidades.

– Se for um exame não urgente, que pode aguardar, aguarde, desde que esteja dentro do período recomendado para que o resultado não sofre nenhuma perda.

– Tome a vacina da gripe pois apesar de não proteger contra o Coronavírus vai imunizá-la contra os demais tipos de gripe. Algumas Unidades Básicas de Saúde (UBS) tem trabalhado com sistema drive thru: consulte as unidades próximas à sua região ou procure uma UBS com menos movimento, mantenha distância na fila (caso haja). Se possível, vá em um horário em que as unidades costumam ter menos movimento, como o horário próximo ao almoço ou mais para o final do dia.

– Não deixe de praticar atividade física, mesmo dentro de casa. Movimente o corpo diariamente nem que seja por alguns minutos.

– Ao retornar para casa, faça a área suja antes de entrar: tire a roupa e os sapatos, separe para a lavagem e limpeza e tome um banho.

Parto

Não existe nenhuma evidência científica que recomende cesárea devido ao Covid-19, pelo contrário: o que menos o sistema de saúde precisa no momento de complicações no parto ou após ele, já que a cirurgia, além e aumentar a possibilidade de complicações, baixa a imunidade. A indicação é que a mulher passe o menor tempo possível no hospital e a alta antecipada só é possível com mãe e bebê bem (a alta pode ser negociada pela equipe 12h ou 24h depois do parto desde que esteja tudo bem com mãe e bebê).

Salvo exceções, o parto normal segue sendo o mais indicado para mãe e bebê, sendo até o momento contraindicado apenas o nascimento na água. Já os hospitais tem adotado condutas diferentes com os bebês: o contato pele a pele não tem sido incentivado, o banho tem sido dado de forma precoce e, assim que o bebê retorna para a mãe, ela deve recebe-lo com máscara para que possa amamentá-lo e auxiliar em sua imunidade, com a segurança que o momento pede.

 

 

 

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