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Estou grávida, e agora?

por | 21/09/2020

Por mais que a mulher e/ou o casal estivessem planejando engravidar, quando vem o positivo no teste de farmácia, dá aquele baque: uma mistura de medo, alegria, surpresa, desespero. Tudo junto e misturado. É nesse momento em que a ficha cai de verdade: estou grávida, e agora? Primeira coisa é: calma. Não precisa correr. Nada é para já!

O primeiro passo é fazer o exame de sangue, o Beta HCG, para confirmar a gestação. Aqui uma dica: faça o Beta HCG quantitativo e não o qualitativo. O qualitativo só diz se você está grávida ou não, já o quantitativo mostra a quantidade de hormônios presente no sangue, o que permite saber a idade gestacional. Para realizar esse exame não é necessário pedido médico, basta ir ao laboratório, em caso de particular. O pedido médico é necessário apenas para realizar o exame pelo plano de saúde.

O próximo passo é agendar uma consulta com o médico: geralmente os obstetras têm horários para gestantes, mas se só tiver consulta para daqui há duas semanas, por exemplo, não há problema em esperar. Nessa primeira consulta serão solicitados os exames de primeiro trimestre de gestação: sangue, urina e ultrassom. Aqui, mais uma dica: tente não realizar esse primeiro ultrassom tão de imediato pois é muito comum nesse início (menos de 5 semanas, por exemplo) não conseguirmos visualizar o embrião, só o saco gestacional, e isso pode gerar muita ansiedade.

No caso de acompanhamento no SUS, basta ir até a Unidade Básica de Saúde e dizer que está grávida. Eles irão solicitar o teste de urina para confirmar a gestação e dar início ao pré-natal. Normalmente essa primeira consulta é feita com uma enfermeira que vai solicitar os exames e fazer o seu cartão de pré-natal que, atenção, é SUPER importante!!

Toda gestante deve sempre andar com o seu cartão de pré-natal já que ali constam todas as informações sobre a gestação. Se por alguma razão você precisar ser atendida por qualquer serviço de saúde, o profissional prontamente terá todo o seu histórico da gestação em mãos.  Infelizmente é muito comum mulheres que acompanham o pré-natal com médico particular não ter o cartão de pré-natal, no SUS o documento é obrigatório e é super completo.

 

7 medidas indispensáveis para um pré-natal de qualidade
  1. Manter a periodicidade correta nas consultas: mensais até as 30 semanas de gestação. Após as 30 e até as 37 semanas, as consultas passam a ser quinzenais, e depois, semanais. Geralmente mulheres com mais de um filho, acabam espaçando mais o intervalo entre as consultas e isso não é recomendado. É muito importante a constância no acompanhamento.
  2. Estudar sobre a gestação e o que está acontecendo no seu corpo, não depender apenas das informações trazidas pelo médico no pré-natal, até porque o tempo de consulta no geral é muito pequeno para esclarecer todas as dúvidas.
  3. Encontrar um profissional que se alinhe com suas expectativas para o parto: não tenha medo de mudar de Obstetra quantas vezes forem necessárias.
  4. Realizar todos os exames de pré-natal no prazo correto. Para isso, procure agendar com antecedência os exames, especialmente os que tem prazo para serem realizados para não correr o risco de não ter agenda no laboratório no intervalo gestacional em que o resultado tem maior precisão.
  5. Realizar pelo menos 3 ultrassons ao longo da gestação, conforme recomendação do Ministério da Saúde.
  6. A recomendação é que a gestante utilize o ácido fólico no primeiro trimestre e após esse período, inicie o sulfato ferroso. Vale lembrar que o sulfato ferroso pode ser implementado na própria dieta, com a inclusão de hábitos alimentares mais personalizados para as suas necessidades. Para isso, super recomendo o apoio de uma nutricionista materno-infantil.
  7. E, por último, leveza: gravidez não é doença! Aproveite a jornada!

 

Thais Bernardo é Enfermeira Obstetra e criadora do Curso Parto sem Neura

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