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Laserterapia na amamentação e no pós-parto: funciona?

por | 15/01/2021

O uso do laser de baixa potência como recurso na amamentação e em questões comuns no pós-parto vem crescendo muito nos últimos anos. A laserterapia, como é chamada a técnica, converge do conhecimento da aplicação do laser em outras áreas, como a Enfermagem e a Odontologia, e tem se mostrado muito benéfica. O laser é uma espécie de luz de baixa potência que auxilia na analgesia e na cicatrização.

Roberta Ferreira conta que, mesmo sendo Pediatra, só foi conhecer a técnica quando vivenciou dificuldades com a amamentação do seu primeiro filho, Francisco. Na época, 2015, buscou ajuda no Banco de Leite da Unifesp, onde se formou, e ficou impressionada com os efeitos rápidos que o laser causou na fissura. A médica destaca que foi atendida por consultoras de amamentação que a atenderam com um olhar mais abrangente para outras questões do aleitamento também, como o manejo, e que foi o olhar integral das profissionais que a ajudou a seguir amamentando Francisco.

Laser não é mágica, lembra Gracielle Basile, Enfermeira Obstetra e Consultora de Aleitamento Materno, mas é muito benéfico se bem indicado e com o manejo adequado da amamentação. E isso é algo muito importante a ser dito pois recebemos muitas mulheres aqui na Commadre que querem aplicação de laser sem passar por uma Consultoria de Aleitamento Materno. O laser é um recurso, uma carta na manga para quem trabalha com amamentação ou com mulheres no parto e pós-parto, usado sozinho pode não fazer o efeito desejado e até mesmo atrapalhar a cicatrização. É preciso primeiro corrigir o que está errado, ver a real necessidade e aí sim usá-lo como auxílio.

 

Humanizar é enxergar a pessoa como única e isso se aplica ao laser também

 

Cuidado com profissionais que oferecem pacotes de laser antes mesmo do bebê nascer, afinal, não é possível prever se a mulher vai precisar do recurso. Além disso, como cada corpo reage de uma forma, é muito difícil precisar o tempo de tratamento e quantas sessões serão necessárias: pode ser que em uma única sessão, o problema seja resolvido

Roberta conta que no atendimento de Pediatria costuma utilizar o laser como recurso no tratamento de assaduras, Estomatite (como alívio para crianças que não estão conseguindo comer) e no coto umbilical como auxiliar na cicatrização.  A aplicação do laser, destaca, pode ser feita ainda em pontos de acupuntura para auxiliar nas cólicas, por exemplo.

No pós-parto, explica Gracielle, o laser pode auxiliar nas lacerações, na cicatrização dos pontos da cesárea, hemorróidas e candidíase. E lembra que, quanto mais precoce for o cuidado, mais chances de se obter bons resultados. Faz muita diferença tratar uma fissura ou realizar um manejo na amamentação logo que aparece o problema do que esperar piorar.

 

Quero me tornar laserterapeuta, o que preciso fazer?

A primeira coisa é procurar um bom curso de laserterapia com o foco que você deseja atuar. Aqui na Commadre oferecemos o curso de laserterapia aplicada ao pós-parto. É importante saber que o curso não ensina só protocolo de aplicação, mas traz uma extensa base teórica fundamental para conseguir oferecer um atendimento de qualidade. Além disso, é importante que o profissional busque atualizações constantes, vá a congressos, leia revisões científicas. O conhecimento é um espiral que, além de mudar constantemente com as novas descobertas feitas, modifica com a nossa experiência e é ele que nos dá base para atuar com responsabilidade.

 

Gracielle Basile é Parteira, Consultora de Aleitamento Materno , Laserterapeuta e mãe da Flora.

Roberta Ferreira é Pediatra e infectologista, Consultora de Aleitamento Materno, Laserterapeuta e mãe do Francisco, Tereza e Isabel.

Na foto, aplicação de laser em puérpera, realizada por Gracielle Basile. Registro de Ivete Siqueira Fotografia

 

 

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