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Endometriose Natural e a descoberta de si mesma

Todos os meses, quando ovulamos, o nosso ovário manda um sinal hormonal para o endométrio (tecido que reveste o interior do útero) pedindo pra esse endométrio ficar espesso, cheio de glândulas e de vasos, com o intuito de receber uma nova gestação. Se a gente não engravida, nosso ovário manda um novo sinal ao endométrio para que ele descame em forma de menstruação. Essa descamação acontece dentro do nosso útero, por um processo inflamatório natural: é por isso que algumas mulheres sentem cólica e por isso também que conseguimos saber quando nossa menstruação está prestes a chegar.

Na endometriose, no entanto, por alguma razão que a medicina ainda não sabe, o endométrio sai do útero e se fixa nos ovários, intestino e bexiga, e quando ocorre essa inflamação (que é natural) ela acontece dentro de órgãos que não estão preparados para lidar com esse processo. Em alguns casos, essa inflamação atinge também o abdômen causando muita dor por meio de cólicas intensas e, em muitos casos, dificuldade de engravidar. A endometriose é uma doença sem cura mas passível de tratamento. Atualmente ela interfere na qualidade de vida de cerca de seis milhões de brasileiras em idade fértil!

Mas por quê será que algumas mulheres desenvolvem a endometriose e outras não? Algumas teorias associam a doença a fatores imunológicos, hormonais e/ou genéticos. Alguns estudos apontam, inclusive, perfis de comportamento mais propensos a desenvolver esse quadro, como mulheres que trabalham demais e colocam a carreira acima de qualquer necessidade. Alguns perfis de comportamento já apareceram nesses estudos e durante meus anos de atendimento em consultório, pude notar outros.

A endometriose passa por alguns estágios. No primeiro deles, a mulher sofre com muita cólica e inchaço durante o período menstrual, precisando fazer uso de medicamentos durante a menstruação. No segundo estágio, a inflamação tenta cicatrizar e começa a aderir aos tecidos, então a dor já não acontece apenas no período menstrual mas passa a acompanha-la todos os dias. No terceiro estágio, a dor chega a ser tão forte que a mulher já não conseguem nem ter relação sexual.

 

Como trata a endometriose?

O tratamento que temos hoje é o uso de anticoncepcional até o período que corresponde à menopausa ou, nos casos mais graves, cirurgia. Ou seja, no cenário atual mulheres que sofrem com endometriose são reféns de anticoncepcional. Ponto. Acontece que eu, Nathália, não acredito no uso desse medicamento já faz um tempo. Eles aumentam a chance de tromboses, AVC, câncer de colo de útero e câncer de mama, além de alterar de forma surpreendente a libido e nosso humor: só quando abandonei seu uso foi que descobri o quanto era triste, era como se eu vivesse de TPM os 30 dias do mês!!

Eu havia me livrado do hormônio e não era possível que não houvesse uma alternativa para as mulheres que eu tratava em consultório com a endometriose. Foi então que comecei a gestar, junto com a Commadre, o Programa Endometriose Natural que propõe um tratamento livre de hormônios, buscando reestabelecer o equilíbrio espiritual, mental e físico das mulheres, auxiliando em seu empoderamento e não apenas congelando o problema, como a medicina tradicional faz. Acredito que as doenças que nos acometem são oportunidades que a vida nos dá para olharmos para dentro de nós e nos curarmos, cada dia um tiquinho mais.

Dra Nathália Gaiani é Médica com residência em Ginecologia e Obstetrícia, estuda Fitoterapia e Terapia Quântica e por meio da Ginecologia Natural busca uma forma de ajudar as mulheres no seu autoconhecimento.

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